Volvidos quase seis anos de seminário, não posso ainda afirmar, na primeira pessoa, se vale ou não a pena ser padre. No entanto, há algo que me move interiormente e que me leva a sonhar com as comunidades que hei-de brevemente servir em nome de Cristo. Tudo aquilo que ao longo destes seis anos, e que na minha capacidade pude apreender e viver neste plano de formação que o seminário oferece, agora como que quer desabrochar no meio do povo de Deus, a Igreja. O Seminário existe e vive para ordenar padres! Esta é uma frase que inúmeras vezes ouvimos a quando das ordenações, deveras que esta expressão tem grande razão e significado. É o concretizar do chamamento que o Senhor nos fez. Um chamamento ao serviço do Evangelho e do mandamento do amor. Estou de saída do seminário, no entanto não poderia deixar de agradecer a esta instituição e aos seus professores que dedicam a sua vida a formar os padres do amanhã. Valeu a pena ingressar no Seminário de Angra, vale a pena seguir Cristo!
Rúben Pacheco
Ainda me lembro dos sonhos que tinha quando entrei no seminário, há sete anos atrás. Hoje, ao olhar para o caminho percorrido, descubro que cresci em muito e que vejo muitas coisas de forma diferente do que via antes. Contudo, esses sonhos não deixaram de existir. Assumiram uma roupagem diferente permanecendo a essência: o desejo de querer ajudar os outros na sua caminhada de descoberta e seguimento de Jesus. Hoje vejo que o mais importante num caminho é deixar-se guiar por Deus, mesmo na adversidade porque apesar de não ser fácil não estamos sozinhos. Deus está connosco e é capaz de fazer o impossível para que se realize a Sua vontade se quisermos. Hoje digo com mais convicção que o segredo é confiar em Deus, dar dia a dia pequenos passos e não ter medo de arriscar e de se entregar. Se queremos que haja esperança no mundo teremos de ser um sinal desta mesma esperança. Se acreditamos que Cristo é o Messias Salvador porque não anunciá-lo? É a melhor oferta que podemos dar.
Gaspar Pimentel
Vim, vi e fui vencido. Se no dia que entrei no Seminário, dissessem-me que um dia ia ser instituído, não acreditaria. E, durante muito tempo, não acreditei pessoalmente que iria chegar até aqui. Mas Deus foi e tem sido teimoso comigo. Deu-me forças para persistir neste caminho. Estas forças têm as mais humildes origens, desde colegas e professores que tive e tenho, passando pelos amigos descobertos, pelas acções e movimentos que auxilio. Até, como é óbvio, aos meus pais, irmãos, família e restante comunidade que me viu e vê crescer. Agora acredito que vou ser instituído. Alegro-me com isso, porque vou receber mais ferramentas para a minha mochila que carrego, para ir aonde Deus quer e para quem Ele quiser. Embora que me sinta um jovem incapaz, estou rendido à graça de Deus, aos braços do Bom Pastor que quero imitar.
Pedro Aguiar
Chamo-me Pedro, tenho 24 anos, sou natural da freguesia das Lajes do Pico e estou no quinto do nosso seminário. Era um jovem tímido e reservado, de missa dominical e catequese, tal como muitos outros. Nunca tinha revelado qualquer interesse em ir para o Seminário. Até que um dia tudo mudou. Já com 14 anos, naquela fase em que os jovens começam a fazer planos do que vão fazer da sua vida, senti o chamamento para ir para o Seminário. Como foi esse chamamento? Não sei, apenas senti a vontade de ser Padre. Tive um pároco que muito me ajudou, e com o seu apoio e o da minha família no dia 19 de Setembro de 2009 entrei no seminário. Já lá vão quase cinco anos, de uma intensa caminhada, em que com o apoio dos formadores e dos que nos são próximos, vamos crescendo intelectualmente, espiritualmente e na relação com os outros e em muitos outros aspectos. Para mim este caminhada está a chegar ao fim, e no próximo dia 11 vou dar o primeiro passo rumo ao sacerdócio com a instituição nos ministérios de leitor e acólito.